O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou nesta terça-feira (03/03) que ainda não tomou uma decisão sobre a polêmica votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. “Estou querendo decidir (…) vou ouvir a advocacia do Senado”, afirmou ao chegar para uma reunião. A base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou Alcolumbre pedindo a anulação do requerimento, alegando que o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), teria conduzido a votação de forma irregular.

A votação ocorreu de maneira simbólica, sem registro nominal de votos, e terminou em forte discussão no colegiado. Governistas afirmam que havia 14 votos contrários à quebra de sigilo, enquanto a oposição sustenta que foram apenas sete, número proclamado por Viana ao considerar apenas membros titulares. Diante da controvérsia, Alcolumbre solicitou apoio técnico, jurídico e da Polícia Legislativa para apurar a denúncia. Integrantes da oposição já articulam recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso a decisão seja anulada, o que pode levar o impasse a uma nova disputa judicial.

