ALAGOAS — O Ministério Público Federal (MPF) deu um passo decisivo para a punição de uma organização criminosa que tentou burlar a integridade do concurso da Polícia Federal (PF).
Nesta quarta-feira (29/04), dez pessoas foram denunciadas por envolvimento em um esquema estruturado de fraude no certame realizado em julho de 2025, com operações identificadas em Alagoas, Paraíba e Pernambuco.
A denúncia é fruto das investigações conduzidas nas operações Última Fase e Concorrência Simulada.
Segundo o MPF, o grupo captava candidatos interessados em “comprar” a aprovação e utilizava infiltrados nos locais de prova para capturar imagens das questões e enviá-las em tempo real para uma equipa de resolução.
Funcionamento do Esquema e Valores
A fraude era sofisticada e possuía uma tabela de preços baseada no salário inicial do cargo pretendido.
No caso específico de candidatos ao cargo de Delegado da Polícia Federal, os pagamentos identificados pelo MPF ultrapassavam os R$ 280 mil por participante.
| Núcleos da Organização | Funções Exercidas |
|---|---|
| Gestão e Intermediação | Coordenação do grupo e contato com candidatos. |
| Captadores de Imagem | Infiltrados que registravam as provas em tempo real. |
| Resolutores | Especialistas responsáveis por gerar o gabarito. |
| Logística e Recebimento | Lavagem de dinheiro e repasse de resultados aos clientes. |
Crimes e Revogação de Acordos
Os dez denunciados responderão por uma série de crimes graves, incluindo organização criminosa, fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro e corrupção.
O MPF também solicitou a responsabilização criminal para que os envolvidos ressarçam o erário pelos prejuízos causados ao processo seletivo.
Além disso, o órgão informou que pediu a revogação dos benefícios de colaboração premiada de dois investigados.
Há fortes indícios de que ambos descumpriram os acordos, omitindo informações cruciais e mantendo atividades ilícitas mesmo após a assinatura da delação.
O caso agora segue para a Justiça Federal, que decidirá se aceita a denúncia e torna os investigados réus no processo.
A Polícia Federal continua monitorando possíveis beneficiários do esquema que ainda possam estar ocupando cargos públicos de forma irregular.
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