A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigou a morte dos agentes Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, assassinados a tiros dentro de uma viatura descaracterizada no dia 20 de maio, no município de Delmiro Gouveia. O resultado da investigação foi apresentado nesta quarta-feira (17), durante entrevista coletiva concedida pela corporação.
O então chefe de operações da Delegacia Regional de Delmiro Gouveia, Gildaty Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado. Segundo a comissão responsável pelo caso, o investigado teria agido com traição, surpreendendo as vítimas e impedindo qualquer possibilidade de defesa. O episódio foi classificado pelos delegados como “a pior página da história da Polícia Civil de Alagoas”.
Ao longo das investigações, 18 testemunhas foram ouvidas. Uma delas relatou ter escutado os disparos e presenciado o momento em que Gildaty deixou o veículo aparentemente desorientado, seguindo em direção oposta à residência de sua companheira, local onde acabou sendo localizado e preso posteriormente. Apesar do avanço das apurações, o indiciado continua afirmando que não se recorda claramente dos acontecimentos daquele dia.
Os laudos periciais apontaram que os dois agentes apresentavam sinais de ingestão de bebida alcoólica antes do crime. No entanto, não foram encontrados indícios do uso de drogas ou medicamentos controlados. Já o exame realizado em Gildaty não confirmou a presença de álcool no organismo, uma vez que a coleta ocorreu cerca de 16 horas após os assassinatos. A comissão também descartou a hipótese de premeditação, mas concluiu pelo indiciamento do policial pelo duplo homicídio qualificado.
POLICIAL CIVIL É INDICIADO POR EXECUÇÃO DE DOIS COLEGAS E CASO É CHAMADO DE “PIOR PÁGINA” DA HISTÓRIA DA CORPORAÇÃO
Inquérito concluiu que agentes foram mortos sem chance de defesa dentro de viatura descaracterizada em Delmiro Gouveia.
