A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Colheita Proibida, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no cultivo ilícito, beneficiamento, transporte e distribuição de maconha em três estados do Nordeste. Alagoas é um dos focos da ofensiva, que contou com o apoio da Companhia de Operações Policiais Especiais do Sertão (COPES-Caatinga/AL) no cumprimento das diligências.
Ao todo, a 1ª Vara Criminal de Juazeiro (BA) expediu 13 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, distribuídos entre Alagoas, Bahia e Pernambuco. Segundo as investigações, o grupo possui ramificações operacionais e financeiras em diferentes estados nordestinos e também em Minas Gerais. A Justiça ainda determinou o bloqueio de até R$ 50 milhões em contas bancárias de 36 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de cinco imóveis ligados aos investigados.
Durante as investigações que antecederam a operação, as forças de segurança localizaram e erradicaram duas plantações de maconha atribuídas ao grupo. Uma delas foi encontrada no município de Caraúbas, na Paraíba, em fevereiro, enquanto a segunda foi localizada em Águas Belas, em Pernambuco, em maio, município situado próximo à divisa com Alagoas. As ações apontam, segundo a PF, para a existência de uma estrutura organizada para financiar e manter grandes áreas destinadas ao cultivo da droga.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, financiamento de cultivo ilegal, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A operação busca interromper não apenas a produção e distribuição dos entorpecentes, mas também o fluxo financeiro utilizado para sustentar as atividades criminosas.
