Política

“DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS?”: DECISÕES DO STF VIRAM ALVO DE CRÍTICAS APÓS CENSURA A DOCUMENTÁRIO SOBRE BOLSONARO E LIBERAÇÃO DE HOMENAGENS A LULA NO CARNAVAL

A atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal voltou ao centro das discussões políticas após repercutir novamente a decisão da ministra Cármen Lúcia que, em ano eleitoral, proibiu a exibição de um documentário produzido pela Brasil Paralelo sobre o atentado sofrido por Jair Bolsonaro. Na ocasião, a magistrada classificou o caso como uma situação “excepcionalíssima”, alegando risco de impacto no processo eleitoral. A decisão gerou forte reação de apoiadores do ex-presidente, que apontaram censura e interferência no debate político.


Críticos questionam o que chamam de tratamento desigual: “quando é Bolsonaro, há restrição; quando é Lula, não há medida”, reacendendo debate sobre imparcialidade do Judiciário.

A polêmica voltou à tona após desfiles de escola de samba com referências políticas e homenagens ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Carnaval. Para críticos, a ausência de restrições judiciais semelhantes reforça a narrativa de tratamento desigual por parte do Judiciário, resumida na frase que ganhou força nas redes sociais: “quando é Bolsonaro, há peso e medida; quando é Lula, não há limite”. Já defensores das decisões afirmam que manifestações carnavalescas possuem caráter cultural e artístico, diferente de conteúdos audiovisuais exibidos em contexto eleitoral, o que justificaria interpretações jurídicas distintas.