O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a ministros, nesta terça-feira, que vê com preocupação a atuação do senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e levantou suspeitas de que o parlamentar estaria buscando apoio do ex-presidente Donald Trump para influenciar as eleições brasileiras.
A declaração ocorreu após a participação de Flávio na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), evento internacional que reúne lideranças da direita. Durante o encontro, o senador pediu que a comunidade internacional acompanhasse de perto o processo eleitoral brasileiro e sugeriu pressão diplomática para garantir o que chamou de eleições “livres e justas”.
Segundo relatos, Lula avaliou, em reunião ministerial no Palácio do Planalto, que esse movimento pode indicar uma tentativa de obter apoio externo para a disputa presidencial. O presidente orientou seus auxiliares a reforçarem o discurso de defesa da soberania nacional, destacando que o Brasil não deve aceitar interferências estrangeiras em seu processo democrático.
O petista também criticou a possibilidade de um candidato recorrer a líderes internacionais em busca de apoio político, classificando esse tipo de atitude como inadequada para a democracia brasileira.
A fala de Lula ocorre em meio a um cenário eleitoral acirrado. Pesquisas recentes indicam equilíbrio entre os dois nomes em uma eventual disputa, evidenciando a polarização política no país.
Além das críticas ao senador, Lula voltou a mencionar Donald Trump, afirmando que o republicano adota uma postura de interferência internacional e se comporta como se fosse “dono do mundo”, ao comentar tensões geopolíticas recentes.
O episódio intensifica o embate político entre governo e oposição, em um momento em que os movimentos de pré-campanha para as eleições de 2026 ganham força dentro e fora do Brasil.
