O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou procedimento para apurar a atuação do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, na condução das investigações relacionadas ao caso do cão Orelha. A medida foi adotada após promotores apontarem possíveis lacunas na apuração inicial, levantando questionamentos sobre a participação dos adolescentes envolvidos e a forma como o caso foi conduzido pelas autoridades policiais.

Exumação do corpo do cão é determinada pelo MP para esclarecer dúvidas sobre a causa da morte e possíveis falhas na condução das investigações.
Entre as determinações do Ministério Público está a exumação do corpo do animal, considerada uma etapa essencial para esclarecer pontos ainda controversos da investigação. Promotores também analisam relatos de possível coação de familiares durante a coleta de depoimentos, o que motivou o pedido de novas diligências e aprofundamento das análises. A Polícia Civil informou, por meio de nota, que irá cumprir todas as determinações do MP e colaborar com o andamento do procedimento.


Laudo da Polícia Científica aponta que o cão morreu após sofrer um golpe na cabeça, possivelmente provocado por chute ou por objeto contundente, cerca de dois dias antes do óbito. Com a nova fase investigativa, o Ministério Público busca esclarecer completamente as circunstâncias da morte e verificar se houve falhas ou irregularidades na condução do caso, que continua gerando forte repercussão pública.
