O Quatro servidores públicos são investigados por suspeita de violar o sigilo fiscal de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal. A apuração, determinada pelo próprio STF, envolve acessos considerados ilícitos a sistemas da Receita Federal e resultou no afastamento dos investigados, além da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Os investigados são Ricardo Mansano de Moraes, auditor da Receita Federal desde 2007, que atua na área de gestão de crédito tributário em Presidente Prudente (SP); Ruth Machado dos Santos, servidora pública desde 1994, que trabalha em um posto da Receita no Guarujá (SP); Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social desde 1983, lotado na Bahia; e Luiz Antônio Martins Nunes, funcionário do Serpro desde o ano 2000, no Rio de Janeiro.
A investigação é conduzida pela Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em três estados, após representação da Procuradoria-Geral da República. Segundo a Receita Federal, auditorias internas confirmaram acessos indevidos, e o órgão reforçou que desvios desse tipo são rastreáveis, puníveis e podem resultar em demissão e responsabilização criminal.
Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta terça-feira que a investigação sobre o vazamento de dados fiscais de ministros da Corte e de seus familiares identificou a atuação de quatro servidores da Receita Federal. A informação foi divulgada em nota oficial do STF.
Mais cedo, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar acessos indevidos e o vazamento de informações fiscais envolvendo ministros do STF e seus parentes. Os servidores investigados teriam, segundo as autoridades, acessado dados sigilosos sem autorização legal.
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