Acidente justiça

Seis sobreviventes seguem internados após tragédia com ônibus em São José da Tapera

Seis pessoas feridas no grave acidente com um ônibus de romeiros, ocorrido no último dia 3 em São José da Tapera, continuam internadas na rede estadual de saúde de Alagoas. A informação foi confirmada em boletim divulgado na manhã desta segunda-feira (09) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Desde a tragédia, 23 vítimas foram atendidas em unidades da Sesau, das quais 14 já receberam alta médica. Atualmente, três pacientes seguem no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), dois no Hospital Geral do Estado (HGE) e um no Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS). Outros três feridos foram transferidos para unidades fora da gestão estadual, mas o quadro clínico deles não foi divulgado.

No HEA, estão internados F.B.M., de 48 anos, consciente e com estado estável; A.G.A., de 7 anos, acordado, responsivo e respirando em ar ambiente; e J. dos S., de 13 anos, transferida recentemente do Hospital Regional de Santana do Ipanema, também em condição estável. Já no HGE, a situação inspira mais cuidados: M.L.I.S., de apenas 2 anos, apresenta traumatismo cranioencefálico e fratura de tórax, com estado de saúde considerado grave. Outra criança, E.R.A.L., de 9 anos, também sofreu traumatismo cranioencefálico, mas teve a sedação retirada, está acordada e apresenta evolução para um quadro estável, permanecendo na UTI Pediátrica. No HRAS, J.B. da S., de 40 anos, está sob cuidados da ortopedia após passar por procedimento no braço, com estado clínico estável.

O acidente, que causou comoção em todo o país, envolveu um ônibus que retornava de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino a Coité do Nóia, em Alagoas. O tombamento aconteceu na rodovia AL-220, no Povoado Caboclo, em São José da Tapera, após o veículo sair da pista em uma curva, cair em uma ribanceira com mais de cinco metros de altura e tombar às margens da via. Ao todo, 16 pessoas morreram: 15 no local e uma criança de 4 anos após dar entrada na UPA de Santana do Ipanema. As investigações apontam que o ônibus, de placa JJB3D75, da empresa Preto Tuur, realizava transporte clandestino e estava irregular, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres. Cerca de 60 pessoas estavam no veículo no momento da tragédia, cujas causas seguem sob apuração das autoridades.

Texto por: @reporterdasilva