O ex-deputado estadual por São Paulo, Douglas Garcia, foi alvo de agressões físicas e verbais neste domingo durante uma manifestação na Avenida Paulista contra a proposta de anistia e a PEC das Prerrogativas. Segundo relatos, manifestantes de esquerda e torcedores organizados teriam jogado objetos nele, além de xingamentos; ele precisou ser escoltado pela Guarda Civil Metropolitana para sair do local, com escoriações.
Dias antes, Garcia também sofreu hostilidade na PUC-SP enquanto distribuía panfletos defendendo a anistia aos envolvidos nos eventos do dia 8 de janeiro; militantes o cercaram, danificaram o material e o agrediram fisicamente.
O episódio atual se soma a um histórico de confrontos irreconciliáveis, em que um lado se posiciona como detentor da “verdade” e acusa o outro de intolerância, mas demonstra pouca disponibilidade para o contraditório. Em manifestações, no ambiente acadêmico ou online, registros mostram agressões verbais, tentativas de silenciamento, acusações de ódio ou terrorismo, uso de dossiês, exposição pública de dados pessoais, e destruição ou retirada de cartazes/ materiais de debate como métodos de intimidação. (Exemplo: Garcia foi condenado por divulgar um dossiê com nomes, fotos e dados de pessoas identificadas como antifascistas, acusadas por ele de criminalidade ou terrorismo; casos foram julgados pela justiça paulista. )





Este calor exacerbadamente ideológico faz parte de um padrão mais amplo de polarização no Brasil, no qual não só o discurso se radicaliza, como também as práticas: quando a divergência acontece, parte dos manifestantes reage com agressividade em vez de diálogo. Muitas vezes, o que se espera de uma democracia plural — tolerância, debate, respeito à discordância — é suprimido por reações emocionais, hostis, que invocam rótulos, ameaças, ou violência simbólica ou física.
Polícia Militar precisou escoltar Douglas Garcia após hostilidade de manifestantes da esquerda durante protesto pela anistia em São Paulo
Contexto político e histórico de Douglas Garcia
Douglas Garcia foi deputado estadual de São Paulo entre 2019 e 2023, eleito em 2018. Ele é filiado ao União Brasil atualmente. Ao longo de sua carreira política, adotou pautas conservadoras sobre aborto, drogas, ideologia de gênero, desarmamento etc., frequentemente confrontando grupos de esquerda.
No entanto, também sofreu condenações judiciais: foi obrigado a pagar indenizações por danos morais relacionados a um dossiê antifascista no qual expôs dados pessoais de pessoas que se identificavam como antifascistas, e as quais chamou de “terroristas” ou agentes de ideologias perigosas.
Escrito: @reporterdasilva





















































































