SÃO PAULO.

ALAGOANA É ASSASSINADA, ESQUARTEJADA E TEM PARTES DO CORPO JOGADAS EM REPRESA DE SÃO PAULO

Jovem de 26 anos foi identificada após um braço ser encontrado boiando na represa de Guarapiranga; companheiro confessou o crime e foi preso

A alagoana Samara Ellen da Silva, de 26 anos, foi assassinada e teve o corpo esquartejado em São Paulo. O companheiro dela, Natan Roberto de Oliveira Silva, foi preso nessa quarta-feira (9) e confessou o crime à Polícia Civil. Segundo o depoimento, o casal havia iniciado um relacionamento em junho, que durou menos de um mês, e o assassinato teria ocorrido após uma discussão.

De acordo com as investigações, Natan teria esquartejado o corpo da vítima e colocado as partes em malas, levando-as durante a madrugada até a região da represa de Guarapiranga, onde teria descartado os restos mortais. A polícia acredita que Samara tenha sido morta no dia 11 de julho. O caso começou a ser investigado depois que um braço foi encontrado boiando na água, na manhã de 3 de agosto.

O membro foi localizado por pedestres que passavam pela margem da represa e acionaram a Polícia Militar. Cerca de uma semana depois, exames realizados por agentes do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) confirmaram que o braço pertencia à alagoana Samara Ellen da Silva. A ausência de um boletim de ocorrência relacionado ao desaparecimento da jovem dificultou inicialmente a identificação e o avanço das investigações.

Durante as apurações, os policiais localizaram um endereço na zona norte de São Paulo e encontraram uma ex-parceira de Samara. A mulher contou ter recebido, ainda em julho, uma ligação de um homem que afirmou que Samara estaria “dando problemas”. A Polícia Civil passou a suspeitar do envolvimento dele. Outra evidência surgiu após os investigadores identificarem mensagens enviadas por Natan à mãe da vítima, nas quais ele tentava se passar por Samara. A mãe e a filha costumavam se comunicar por áudio, mas o suspeito enviava apenas mensagens de texto.

A Justiça autorizou a prisão temporária de Natan por 30 dias. Ele foi localizado e preso em um imóvel na Rua da Paz, no Parque Independência, região do Capão Redondo. Após a prisão, o suspeito foi levado ao local onde o braço havia sido encontrado para indicar aos policiais onde teria deixado outras partes do corpo. Segundo o delegado Eliel Rizziolli, titular do 92º Distrito Policial, Natan contou que matou Samara no dia 11 de julho, esquartejou o corpo e passou a madrugada transportando as malas para diferentes pontos onde descartou os restos mortais.