OPERAÇÃO POLICIAL

ARSENAL PODEROSO É APREENDIDO EM CASA DE EMPRESÁRIO SUSPEITO DE ATIRAR CONTRA MOTORISTA DE APP EM MACEIÓ

Homem de 39 anos, com registro de CAC, foi preso durante operação e é investigado por tentativa de homicídio e descumprimento de medidas judiciais

Um empresário de 39 anos foi preso nas primeiras horas desta terça-feira (23), durante a Operação Bradoock, após a Polícia Civil encontrar um verdadeiro arsenal dentro de sua residência, localizada na Rua Professor Ângelo Neto, no bairro Farol, em Maceió. A ação teve como foco o cumprimento de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra o investigado.

IMAGENS ACESSÓRIA/SSP

De acordo com as autoridades, o homem é suspeito de tentar matar um motorista de transporte por aplicativo no dia 10 de maio, no bairro Jatiúca. O crime teria ocorrido após o trabalhador se recusar a iniciar uma corrida com o suspeito, que apresentava sinais de embriaguez no momento da abordagem.

Durante a operação, os policiais apreenderam diversas armas de alto poder de fogo, incluindo uma pistola calibre 9×19 mm Parabellum, uma espingarda calibre 12, uma carabina Winchester calibre 7.62×39, um rifle calibre .308, além de outra carabina/fuzil, carregadores e uma grande quantidade de munições. Todo o material foi recolhido e será submetido à perícia.

Segundo o delegado Eduardo Guerra, o suspeito possui registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), o que autoriza a posse de armamentos. No entanto, tanto as armas quanto a documentação passarão por uma análise rigorosa para verificar possíveis irregularidades e o uso em outros crimes.

As investigações apontam que, no dia do crime, o suspeito efetuou um disparo que atingiu o porta-malas do veículo da vítima, atravessando a lataria, perfurando o banco traseiro e parando na porta do passageiro. Apesar da gravidade, ninguém ficou ferido. O caso gerou grande preocupação pela violência da ação.

IMAGENS ACESSÓRIA/SSP

Além da tentativa de homicídio, o empresário também responde por porte ilegal de arma de fogo e teria descumprido medidas cautelares impostas pela Justiça, o que motivou o pedido de prisão preventiva. A Operação Bradoock foi coordenada pela delegada Tacyane Ribeiro, com apoio da DHPP e da OPLIT, e recebeu esse nome em referência a um personagem conhecido por atuar em situações de alto risco, simbolizando a complexidade da ação policial.