Entidades ligadas aos setores produtivos divulgaram, nesta terça-feira (9), uma carta aberta direcionada a senadores e senadoras defendendo a aprovação da PEC 12/2026, conhecida como “trabalho flexível”. A proposta surge como alternativa à PEC do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio e que vem gerando debates em todo o país.
Durante entrevista à Live CNN, o presidente da FIESP, Paulo Skaf, fez duras críticas à proposta aprovada pelos deputados e classificou a medida como “um atraso absoluto”. Segundo ele, o modelo moderno das relações de trabalho deve ser baseado no diálogo e na negociação entre empregadores e trabalhadores, sem imposições fixadas na Constituição.
Skaf também afirmou que a PEC contraria os princípios da reforma trabalhista de 2017, que prioriza o negociado sobre o legislado. O presidente da FIESP ainda declarou que a rápida aprovação da proposta na Câmara teria sido motivada por interesses políticos eleitorais, alegando que muitos parlamentares teriam votado sob pressão e não de acordo com suas convicções.
