CRIME

EX-ANALISTA DE RH É PRESA APÓS DESVIAR R$ 43 MIL EM VALES-ALIMENTAÇÃO COM ESQUEMA ENVOLVENDO EX-FUNCIONÁRIOS E ATÉ CPF DE FALECIDO

Operação Vale-Fantasma, da Polícia Civil de Alagoas, aponta que fraude durou cerca de oito meses e causou prejuízo de R$ 43 mil a uma empresa do setor industrial.

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) prendeu, nesta terça-feira (14), uma mulher de 30 anos suspeita de desviar aproximadamente R$ 43 mil em créditos de vale-alimentação de uma empresa do setor industrial. A ação, batizada de Operação Vale-Fantasma, foi realizada no município de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, após uma investigação conduzida pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol).

Segundo o delegado Rodrigo Timóteo, a investigada trabalhava como analista do departamento pessoal e era a única funcionária com acesso às informações do setor de Recursos Humanos. Aproveitando essa condição, ela teria manipulado o sistema interno da empresa para inserir dados falsos e desviar os benefícios destinados a ex-colaboradores.

As investigações apontam que o esquema funcionava por meio da utilização de nomes de pelo menos dez ex-funcionários, aos quais eram vinculados CPFs falsos. Em um dos casos, os policiais identificaram que o cadastro fraudulento utilizava o CPF de um ex-funcionário já falecido. Após as alterações no sistema, a suspeita solicitava segundas vias dos cartões de vale-alimentação e utilizava os créditos em benefício próprio.

De acordo com a Polícia Civil, os valores desviados eram gastos em estabelecimentos comerciais localizados em Alagoas e também na Bahia, estado de origem da investigada. Durante os cerca de oito meses de atuação do esquema, foram identificadas aproximadamente 130 transações fraudulentas, todas mapeadas durante a apuração do caso.

A fraude veio à tona após uma auditoria interna realizada pela própria empresa, que detectou inconsistências nos registros e comunicou imediatamente as autoridades. Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam aparelhos celulares que serão submetidos à perícia para aprofundar as investigações.

A suspeita foi encaminhada à Central de Flagrantes, em Maceió, onde permanece à disposição da Justiça. Ela é investigada, inicialmente, pelos crimes de furto mediante fraude e falsidade ideológica. A Polícia Civil também apura se houve participação de outras pessoas, além da possível prática de associação criminosa e lavagem de dinheiro, e trabalha para identificar bens que possam ter sido adquiridos com os recursos desviados, visando ao ressarcimento do prejuízo causado à empresa.