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JUSTIÇA TORNA RÉUS ENVOLVIDOS EM MORTE DE ESTETICISTA EM CLÍNICA DE REABILITAÇÃO EM ALAGOAS

Vítima teria sido mantida em cárcere privado e sofrido agressões durante internação irregular, segundo denúncia do Ministério Público

A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus três investigados pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, conhecida como Poly, ocorrida em uma clínica de reabilitação em agosto do ano passado. A vítima havia procurado tratamento para dependência de álcool, mas, de acordo com as investigações, permaneceu internada por cerca de um ano e três meses em circunstâncias consideradas irregulares.

Segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda associada a múltiplas lesões externas. O documento também aponta sinais de agressões repetidas e traumatismo cranioencefálico, levantando suspeitas de violência durante o período em que a esteticista esteve internada na unidade.

Entre os réus estão o proprietário da clínica, Maurício Anchieta de Souza, a esposa dele, Jéssica da Conceição Vilela, e a tia da vítima, Soraya Pollyanne dos Santos Farias. Conforme a denúncia, a internação, que inicialmente seria voluntária e por tempo limitado, teria sido prolongada sem respaldo legal, com indícios de cárcere privado, ausência de comunicação às autoridades e falta de autorização médica, sendo a permanência da vítima custeada pela própria tia.