CREME AMBIENTAIS

LIXO HOSPITALAR É DESCARTADO NO VALE DO REGINALDO E POLÍCIA PROMETE PUNIÇÃO RIGOROSA EM MACEIÓ

Moradores flagraram caminhão despejando resíduos infectantes e medicamentos em terreno aberto; empresa e veículo já foram identificados pela Polícia Civil.

A Polícia Civil de Alagoas instaurou um inquérito para investigar o descarte irregular de resíduos hospitalares em um terreno aberto no Vale do Reginaldo, em Maceió. O caso ganhou repercussão após moradores filmarem o momento em que um caminhão caçamba despejava toneladas de lixo infectante e medicamentos diretamente no solo, durante a noite. As imagens rapidamente chegaram às autoridades e aceleraram o andamento das investigações.

De acordo com o delegado Roberto Davino, titular da Delegacia de Crimes Ambientais, a polícia já conseguiu identificar o veículo utilizado na ação criminosa e também a empresa responsável pelo descarte ilegal. Segundo ele, os envolvidos serão responsabilizados criminalmente pelo dano ambiental causado na comunidade. O delegado destacou que as gravações feitas pelos moradores foram essenciais para o avanço do caso.

Além do crime ambiental, a situação é considerada ainda mais grave por envolver resíduos hospitalares, que oferecem risco direto à saúde pública e ao meio ambiente. Conforme explicou a Polícia Civil, o descarte irregular de lixo comum já prevê pena de um a quatro anos de prisão, mas a presença de materiais hospitalares e medicamentos pode aumentar a punição em até um terço.

A investigação também deve obrigar a empresa responsável a recolher imediatamente todo o material despejado no terreno. Segundo a polícia, os resíduos hospitalares precisam passar por incineração e destinação adequada, conforme determina a legislação ambiental e sanitária. O temor dos moradores é que o lixo contaminado provoque doenças e contamine o solo da região.

A Polícia Civil reforçou ainda a importância das denúncias anônimas feitas pela população, que foram decisivas para identificar os responsáveis pelo crime ambiental. O caso segue sob investigação, enquanto moradores do Vale do Reginaldo cobram providências rápidas para a retirada dos resíduos e maior fiscalização para evitar novos episódios semelhantes em Maceió.