A Polícia Penal de Alagoas participou da 11ª fase da Operação Mute, ação nacional realizada simultaneamente em 15 estados brasileiros com o objetivo de combater a comunicação do crime organizado dentro do sistema prisional. A ofensiva é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Em Alagoas, a operação contou com a atuação integrada do Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (GERIT) e do Grupamento Tático do Interior (GTI), que realizaram revistas em unidades prisionais localizadas em dois presídios da capital e um no Agreste do estado.
Durante as ações, os policiais penais apreenderam diversos materiais ilícitos escondidos nas celas dos detentos, entre eles aparelhos celulares, carregadores, chips telefônicos, fones de ouvido, instrumentos perfurantes artesanais, anotações suspeitas e porções de substância análoga à droga.
Segundo a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), o principal objetivo da operação é interromper a comunicação clandestina entre presos e integrantes de facções criminosas fora das unidades prisionais, dificultando o planejamento de crimes e contribuindo para a redução dos índices de violência no estado.
“O foco é desarticular qualquer forma de comunicação dos detentos com o mundo exterior, trazendo redução nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais e mais paz para toda a sociedade alagoana”, destacou o policial penal Carlos Voss, secretário executivo de Gestão Penitenciária da Seris. Desde o início da Operação Mute, em 2023, mais de 7,9 mil celulares já foram retirados de presídios em todo o Brasil.
