O influenciador Patrik de Almeida, conhecido nas redes sociais como PTK, já demonstrava preocupação com uma possível prisão antes mesmo da operação policial que resultou em sua detenção nesta semana em Alagoas. Documentos obtidos pela reportagem mostram que, ainda em 2024, ele ingressou na Justiça com um pedido de habeas corpus preventivo alegando ser alvo de perseguição política durante o período eleitoral.
Na ação, a defesa de PTK sustentava que o influenciador temia sofrer uma prisão ilegal por meio de uma suposta armação envolvendo drogas ou armas colocadas em sua posse. O documento também apontava que ele estaria sendo perseguido devido à sua atuação social e ao crescimento de sua popularidade em Maceió, além de relatar abordagens e ameaças feitas por homens armados.
Apesar das alegações apresentadas, o pedido não foi aceito pela Justiça. O Ministério Público de Alagoas se posicionou contra a concessão do habeas corpus, argumentando que não existiam provas concretas de perseguição política, tampouco investigação formal ou ordem de prisão que justificasse a medida preventiva naquele momento.
As investigações atuais apontam, no entanto, um cenário ainda mais grave. Segundo a apuração das autoridades, PTK teria sido escolhido por Nem Catenga, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Alagoas, para atuar politicamente em Maceió e representar interesses da organização criminosa no cenário eleitoral.
De acordo com os investigadores, o influenciador teria viajado ao Rio de Janeiro para receber orientações sobre sua atuação política nas eleições de 2024. Após retornar ao estado, passou a se apresentar como pré-candidato a vereador da capital. A candidatura, porém, acabou barrada pelo diretório municipal do Solidariedade, impedindo sua participação no pleito.
Mesmo sem disputar as eleições municipais, as investigações indicam que PTK ainda teria planos de entrar oficialmente na política em 2026, concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados. Após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (4), a Justiça decidiu manter a prisão do influenciador, que segue no sistema prisional enquanto as investigações continuam.
