CRIMINOSO CAPTURADO

SUSPEITO DE MATAR MULHER EM RIO LARGO ENVIOU “FIZ BESTEIRA” À MÃE DURANTE FUGA

Carlos Keuvilin, de 34 anos, foi preso na BR-101, em Sergipe, enquanto trocava o pneu do veículo; segundo a polícia, ele estava com sangue nas roupas e uma faca que teria sido usada no crime

A Polícia Civil revelou, nesta quinta-feira (17), que Carlos Keuvilin, de 34 anos, suspeito de matar Cristiane Pereira dos Santos, em Rio Largo, Alagoas, enviou uma mensagem para a própria mãe durante a tentativa de fuga. Na mensagem, o homem teria escrito apenas: “fiz besteira”. Para a polícia, a frase pode estar relacionada ao assassinato da companheira.

O suspeito foi localizado por policiais militares de Sergipe na BR-101, enquanto trocava o pneu do veículo que utilizava para fugir. Segundo as autoridades, Carlos estava sujo de sangue e carregava uma faca, que teria sido utilizada no assassinato, além de dois aparelhos celulares. Após ser detido, ele foi encaminhado para atendimento médico por apresentar lesões e, posteriormente, levado à Delegacia Regional de Itabaiana.

De acordo com a delegada Tacyane Ribeiro, Carlos permaneceu em silêncio durante o interrogatório, mas teria afirmado aos policiais que matou a companheira. Segundo a versão apresentada por ele, Cristiane teria pegado uma faca e partido para cima dele, alegando que teria agido em legítima defesa. A polícia, porém, investiga essa versão.

Cristiane foi encontrada morta na cena do crime com uma faca em uma das mãos. A Polícia Civil suspeita que a arma tenha sido colocada no local para simular uma situação de defesa. A vítima apresentava uma lesão na mão esquerda, considerada pelos investigadores como ferimento de defesa, além de uma perfuração no pescoço.

Ainda segundo a delegada, há relatos de que Carlos apresentava comportamento ciumento e possessivo. A investigação aponta também que ele teria pegado o celular da companheira e que pessoas tentaram entrar em contato com Cristiane, mas não obtiveram resposta. O casal estava junto havia cerca de três anos. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e busca imagens de câmeras de videomonitoramento que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.