Cerca de um ano após o assassinato que chocou o Sertão de Alagoas, três acusados pela morte da adolescente Ana Clara Firmino da Silva, de apenas 12 anos, serão julgados nesta quinta-feira (15), em júri popular no município de Maravilha. O caso ganhou grande repercussão pela violência do crime ocorrido durante a tradicional festa da padroeira da cidade.
Entre os réus estão um jovem apontado como autor das facadas, além de um homem de 23 anos e uma mulher de 26 anos. Os três também respondem por tentativa de homicídio contra outro adolescente que sobreviveu ao ataque. O julgamento será conduzido com base nas investigações reunidas ao longo do último ano pelas autoridades policiais e pelo Ministério Público.
O Ministério Público de Alagoas denunciou os acusados por homicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificados. Durante o júri, a acusação deve sustentar todas as qualificadoras e ainda pedir a condenação dos réus por feminicídio no caso da morte da adolescente. Segundo o promotor de Justiça José Antônio Malta Marques, a tese do MP será apresentada aos jurados com base em provas e depoimentos colhidos durante a investigação.
De acordo com a apuração policial, o crime aconteceu na madrugada do dia 3 de janeiro de 2025, nas proximidades de uma creche, enquanto Ana Clara estava acompanhada de amigos durante a festa da padroeira. O grupo teria sido surpreendido pelos três acusados, que chegaram ao local em um carro prata. Dois adolescentes conseguiram fugir antes do ataque.
Ana Clara e outro jovem foram atingidos por golpes de faca. Mesmo ferido, o adolescente conseguiu escapar e pedir ajuda. Já a menina morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. O assassinato provocou forte comoção entre moradores da cidade e reacendeu discussões sobre violência contra mulheres e adolescentes no interior do estado.
As investigações apontam que o crime teria sido motivado por vingança. Segundo a polícia, o principal suspeito teria demonstrado interesse amoroso pela adolescente e, após se sentir rejeitado ao vê-la conversando com outro jovem, passou a persegui-la. Agora, o caso chega à fase decisiva com o julgamento dos acusados diante do júri popular no Sertão alagoano.
