OPERAÇÃO POLICIAL

QUADRILHA DE SÃO PAULO HACKAVA DADOS E INVADIA PRÉDIOS DE LUXO NA PONTA VERDE

Dois suspeitos foram presos na Bahia; grupo fraudava portaria remota para entrar em condomínios e furtar joias, relógios e bolsas de grife

A Polícia Civil de Alagoas confirmou nesta segunda-feira (21) a prisão de dois integrantes de uma organização criminosa suspeita de invadir condomínios de luxo no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Os criminosos, oriundos de São Paulo, utilizavam um esquema de fraude para burlar os sistemas de portaria remota dos edifícios e conseguir acesso às áreas comuns dos prédios.

Segundo as investigações, os suspeitos hackeavam e-mails de moradores e utilizavam os dados obtidos para realizar cadastros biométricos faciais e telefônicos fraudulentos. Dessa forma, conseguiam se passar por moradores e entrar nos condomínios sem levantar suspeitas. A delegada Bárbara Porto, da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, explicou que os criminosos cadastravam os próprios rostos e números de telefone nos sistemas das empresas responsáveis pela segurança.

Após conseguir acesso aos prédios, o grupo monitorava a rotina dos moradores e chegava a bater nas portas dos apartamentos para verificar se havia alguém nas unidades. Quando constatavam que os imóveis estavam vazios, os suspeitos arrombavam as portas e furtavam objetos de alto valor, como joias, relógios e bolsas de grife. As ações ocorreram, entre outras datas, no dia 15 de agosto e no último final de semana, quando três apartamentos de um mesmo condomínio foram invadidos.

A operação que levou à prisão dos suspeitos foi realizada de forma integrada pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Alagoas, pela Draco e por forças policiais da Bahia. Os investigados foram localizados em Feira de Santana (BA). Durante a abordagem, os agentes apreenderam um veículo Renault alugado para a prática dos crimes, além de joias e outros objetos de luxo que teriam sido furtados de vítimas em Alagoas.

A Polícia Civil informou que outros dois integrantes do grupo já foram identificados e continuam sendo procurados. Entre eles está Felipe Miranda, apontado como um dos envolvidos e que permanece foragido. As autoridades pedem que informações sobre o paradeiro dos suspeitos sejam repassadas pelo Disque Denúncia 181, com garantia de anonimato. O caso também levou as forças de segurança a alertarem condomínios que utilizam portaria remota para reforçar os protocolos de verificação e evitar novas fraudes nos sistemas de acesso.